15/02/2018

Leite dourado ~ Golden Milk | Receita Biológica



O leite dourado é a mais recente coqueluche entre os adeptos do fitness. E é um daqueles casos raros 10 para 1: no meio de tanta estupidez, alguém teve uma boa ideia. Isto dito assim, sem tom de voz, pode soar agressivo, mas é a mais crua realidade: a parafernália de dietas ou combinações que surgem dia sim dia não são quase todas um engodo, não são adequadas para o comum dos mortais, e só aumentam a desinformação.

Mas o leite dourado é, como dizia, uma óptima excepção.
A junção de especiarias torna-o num poderoso termogénico (ideal para a queima de gordura), antioxidante e anti-inflamatório, além de ajudar a fortalecer o sistema imunitário, nomeadamente prevenindo constipações. Como se isto não bastasse, é delicioso - e eu era especialmente céptica neste aspecto, até o experimentar.

Até aqui, passava as minhas noites com a fiel companhia do chá, entre mantas, livros ou Netflix. Desde que fiz leite dourado, o chá deixou de ser o meu único sinónimo de bebida de conforto saudável. É rápido de fazer e não me acrescenta gramas desnecessários à balança. Pelo contrário, ajuda-me a eliminar os excessos e a dormir melhor.

Neste caso em particular, sugiro que, sempre que possível, optem pela curcuma fresca e biológica. É mais intensa em cor e sabor, como todos os produtos biológicos. 

É uma pequena maravilha.
Já estão com um pé na cozinha?





INGREDIENTES
[2 pessoas]

500 ml de bebida vegetal de coco biológica sem açúcar Isola
1 pedaço de curcuma fresca biológica, ralada (cerca de 4 cms)
1 pedaço de gengibre fresco biológico, ralado (cerca de 2 cms)
2 paus de canela
1 colher de sopa (cheia) de mel biológico Adaens
Sementes de 1/2 vagem de baunilha
Canela em pó Green Cuisine, para polvilhar

PREPARAÇÃO
  1. Num tacho em lume médio-alto, juntamos todos os ingredientes pela ordem indicada (excepto a canela em pó) e vamos mexendo ocasionalmente. 
  2. Assim que levantar fervura, deixamos infundir por mais 30 segundos e retiramos do lume.
  3. Coamos o leite dourado para as chávenas, reservando uma pequena porção (cerca de 100 ml). 
  4. Com um mixer (comprei na Tiger) fazemos espuma com a porção reservada e colocamos a espuma sobre o leite. 
  5. Polvilhamos o topo com canela em pó e servimos bem quente.

Nota: É importante que aliem sempre a curcuma com a pimenta preta. A piperina amplifica a absorção da curcumina, que de outra forma seria praticamente ignorada pelo nosso organismo. E nós não queremos que isso aconteça, porque é nela que residem os maiores benefícios.

Post escrito em parceria com o espaço Bio & Natural do El Corte Inglés Gaia-Porto.


Bom resto de semana ♥

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11/02/2018

Tosta quente de curgete grelhada com molho de caril


No início de dezembro decidi não comer mais carne. Não foi nenhuma promessa, não foi nenhuma obrigação. Foi apenas e só uma constatação: deixou de me apetecer carne - estava cansada de comer frango, peru e novilho -  e por isso retirei-a da minha alimentação diária. As outras carnes já não comia caso tivesse que ser eu a prepará-las. Porco nunca apreciei e conto pelas mãos as vezes que comi. Codorniz faz-me uma impressão imensa a arranjar, por me lembrar um passarinho. O coelho dá-me pena, porque penso neles vivos. O leitão idem. 
O meu consumo de carne já era demasiado restrito devido a todas estas manias condicionantes, pelo que a decisão de deixar foi mesmo pacífica. 
Além disso, acresce uma consciência ecológica cada vez mais forte. Eu não vou mudar o mundo, mas pelo menos consigo amenizar os estragos causados no planeta por uma pessoa que come carne em todas ou quase todas as refeições. A balança fica ligeiramente mais equilibrada - ou, pelo menos, gosto de acreditar que sim.

Como digo sempre, isto não é nenhum estado de vida, pelo que se me apetecer mesmo muito um determinado prato de carne, como. A última vez que isso aconteceu foi em Lisboa, quando almocei no Cais das Pedras. Comi um hambúrguer que me soube mesmo bem. E no meu aniversário provei uma fatia de presunto no Café Progresso. Mas isto em três meses.

Em relação ao meu estado geral, talvez me sinta um bocadinho melhor, menos pesada, menos inchada  (mas não me pesei para confirmar).

A carne, de um modo geral, aborrece-me. Como imensos ovos, peixe e tenho explorado ainda mais as opções vegetarianas. 
Esta que vos apresento hoje é uma tosta cheia de contrastes e uma explosão deliciosa de sabores na boca. Acho que vão adorar.








INGREDIENTES

[2 pessoas]

Para o molho de caril
1 colher de sopa de mel
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de caril em pó (usei Ras El Hanut)
1 pitada de flor de sal
1 pitada de pimenta em pó moída na altura

Para as tostas
4 fatias de pão de centeio fatiado (ou outro à escolha)
1 fio de azeite
1 curgete média, com casca
Rúcula selvagem, a gosto
8 fatias de queijo brie
1 fio de azeite
Pimenta preta moída na altura
Miolo de noz picada, a gosto
Hastes de tomilho fresco, a gosto

PREPARAÇÃO 

Do molho
Juntamos todos os ingredientes numa taça e envolvemos bem com uma vara de arames. Reservamos.

Das tostas
  1. Pré-aquecemos o forno a 200º C.
  2. Pincelamos todas as fatias de pão com azeite. Colocamos num grelhador em lume médio-alto e marcamos bem os dois lados.
  3. Com uma mandolina, fatiamos finamente a curgete no sentido longitudinal. Pincelamos depois as fatias com o molho de caril e grelhamos até marcar os dois lados. Reservamos.
  4. Começamos a montar a tosta por camadas: uma fatia de pão, uma generosa quantidade de rúcula, quatro ou cinco fatias de curgete grelhada, quatro fatias de queijo brie, um fio de azeite, pimenta preta moída na altura, nozes picadas e algumas hastes de tomilho fresco.
  5. No final, gosto de as levar ao forno por dois minutos, para derreter o queijo.

Bom domingo ♥

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28/01/2018

Pão de banana e cacau | Receita biológica




O pão de banana é uma das minhas receitas-salvação (ou deverei dizer perdição?!) sempre que quero um lanche rápido, saudável e guloso. Ou então a melhor desculpa para não desperdiçar bananas demasiado maduras.
Chamo-lhe pão de banana porque a textura assemelha-se mais à de um pão do que à de um bolo, mas é doce o suficiente para recriar o ambiente de gulodice que costuma bater à porta ao fim-de-semana. 

aqui tinha feito uma outra versão e não querendo ser - nada! - parcial, esta é melhor. 
A ideia de lhe juntar drops de cacau artesanal e biológico e imaginá-los a derreterem-se com o calor do forno é superlativa. Gosto, por isso, de ser generosa nesta parte. :) Outra sugestão apetitosa: adicionar framboesas.

A Catarina Trindade, nutricionista pediátrica - façam um gosto nesta página, por favor - validou a receita e ainda acrescentou um "parece uma delícia". E é mesmo. 









INGREDIENTES
[a partir dos 12 meses]

140 ml de bebida de aveia (usei Oatly)
125 g de açúcar demerara biológico + extra para polvilhar
2 ovos biológicos
1 colher de chá de aroma de baunilha
3 bananas maduras biológicas, esmagadas
80 g de farelo de aveia biológico Próvida
220 g de farinha de espelta branca biológica NatureFoods
1 colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de sal
1 colher de chá de canela em pó biológica
Drops de cacau cru artesanal Ox Nature, a gosto

PREPARAÇÃO
  1. Pré-aquecemos o forno a 180º. 
  2. Numa taça de batedeira, juntamos a bebida de aveia, o açúcar demerara, os ovos e a baunilha e batemos até obtermos uma mistura cremosa.
  3. Numa taça mais pequena misturamos o farelo de aveia, a farinha, o fermento, o sal e a canela. Reservamos. 
  4. Juntamos, agora, a banana esmagada ao primeiro preparado (a taça da batedeira) e batemos mais um pouco. Por último, acrescentamos os ingredientes secos e o cacau e envolvemos lentamente apenas até incorporar. 
  5. Deitamos a massa numa forma de bolo inglês previamente forrada com papel vegetal e polvilhamos o topo com açúcar amarelo. 
  6. Vai ao forno cerca de 35-40 minutos ou até estar dourado e o palito sair limpo.
Post escrito em parceria com o espaço Bio & Natural do El Corte Inglés-Gaia


Bom domingo 

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