21/06/2017

Out & About #6 - Tavi Padaria


Há cerca de oito meses, a conceituada confeitaria Tavi cresceu e abraçou um novo espaço do outro lado da rua.
A verdade é que, quando recebi o convite para conhecer a Tavi Padaria - assim se chama o novo membro da família -, eu já a conhecia. E lembro-me perfeitamente da primeira vez: dois dias antes do Natal, onde me abasteci generosamente de pão para rabanadas (ah, as saudosas rabanadas a vapor!).
Entretanto, já lá tinha ido outras vezes comprar pão, mas nunca me havia sentado à mesa.


Desta feita, foi diferente. Impunha-se um almoço e árdua tarefa de provar alguns dos ex-libris da carta, nomeadamente, a foccacia. 

Chegámos com os ponteiros a bater nas 12h30 e no espaço de meia-hora a padaria encheu. Não havia nem mais uma mesa livre.

Adorei, com todas as letras e sentido que a palavra assume, o pão da foccacia. Mais alto e fofo do que habitualmente encontramos, ultra-fresco e com um leve travo a azeite.
Mas, para mim, o prato de almoço - que, naquele dia, incluía sardinha assada servida em broa de milho com salada de pimentos e um preço que já não se pratica na Foz - foi a cereja no topo do bolo. 
Fez-me lembrar o São João e foi o melhor prenúncio do que se avizinha. Oxalá, na próxima sexta-feira, eu encontre sardinhas tão bem preparadas, quer no ponto de cozedura, quer no de sal.
Se nada disto vos encheu as medidas - algo de errado se passa, mas -, saibam que a carta tem sempre três pratos do dia, sopa, pizzas feitas na hora ou baguetes.

Sumos detox (3€) e focaccia de salmão fumado (também há de presunto)

O conceito nada tem que ver com a casa-mãe, o que é óptimo até porque não faria qualquer sentido, mas a qualidade mantém-se, o que é perfeito. 
O ambiente é leve e descontraído como se quer à beira-mar e há uma "kids zone" para os miúdos brincarem à vontade.
A primeira fornada sai às 7h da manhã, muito cedo para a maioria dos mortais que ainda não saiu de casa pelo que - surpresa! - a Tavi Padaria entrega ao domicílio o pão fresquinho e estaladiço. O difícil será escolher entre duas dezenas de variedades, mas se aceitam uma sugestão, o multicereais e o de alfarroba são os meus preferidos. Fico à espera de saber quais são os vossos.



Nota ainda para a brilhante ideia de fazerem lancheiras escolares saudáveis, com pão e fruta, que será implementada no início do próximo ano lectivo.
Há ainda workshops familiares e infantis frequentemente, o que me parece uma bela forma de ocupar e divertir as crianças ao fim-de-semana.

Tavi Padaria | Rua da Senhora da Luz, 356, Porto | 223 198 248 | Horário 2ª a sáb, 7h15-20h; dom, 8h-20h | Nota: 85%

Também estamos aqui



01/06/2017

Papa de cereja e aveia | receita biológica para bebés




Há dias, em conversa com a Catarina Trindade (nutricionista pediátrica de quem já muito vos falei), comentávamos a inexistência de cereais saudáveis para o pequeno-almoço dos miúdos. Isto advinha do facto de que a Camila, do alto dos seus 15 meses e muito exercício nas pernas gordinhas, já não se contenta apenas com o leite.
As fórmulas lácteas que as marcas oferecem desde os quatro meses têm uma concentração absurda de açúcar. E quando avançamos um pouco na idade e escrutinamos, por exemplo, o rótulo de uma papa Nestum o cenário não muda. Os ingredientes em maior quantidade, logo depois da farinha de trigo, são a sacarose e o mel. Dois tipos de açúcares.

Imagino que muitas mães e pais tenham este preocupação, a de não encontrarem opções rápidas e nutritivas no supermercado para o pequeno-almoço das crias. E é por isso que hoje, especialmente por ser o Dia Mundial da Criança, trago uma sugestão para tornar as manhãs ou os lanches mais saudáveis.

A papa com cereja é a minha favorita, mas, precisamente porque é bom variar e porque elas acabam (ohhhh), há uma miríade de combinações possíveis, sendo que prefiro usar a fruta fresca para não perder as propriedades. Se não tiverem cerejas, usem pêssego, alperce, meloa, morango ou banana e, sempre que possível, privilegiem os ingredientes biológicos. E esta é uma solução para toda a família.





INGREDIENTES
[1 dose, a partir dos 12 meses]

8 a 10 cerejas biológicas
2 rodelas de banana biológica
2 colheres de sopa de flocos de aveia finos biológicos
2 a 3 colheres de sopa de bebida vegetal de amêndoa biológica (ou leite meio-gordo)

PREPARAÇÃO

1. Lavamos bem as cerejas e removemos o caroço.
2. Colocamos todos os ingredientes no processador e trituramos na velocidade máxima até obtermos uma textura homogénea. Servimos de imediato.

Nota: para aumentar a dose, a referência são as duas colheres de sopa por pessoa.

O que costumam dar às vossas crianças logo de manhã? Partilhem comigo na caixa de comentários.

Procurem-nos também no 

29/05/2017

Tarte-creme de côco e limão


Apercebi-me de que estava absolutamente viciada, corrompida, dependente do iPhone no exacto dia em que fiquei sem ele. Levei-o para análise não-invasiva à iStore do Norteshopping e o pobre aparelho, que foi entregue ainda com vida, ficou em observação. O display não reagia. Mais tarde, foi enviado para o laboratório e não mais saiu do coma profundo.
Passei uma semana a lamentar a sua ausência até que recebo um aviso de que estava à minha espera um equipamento novo. "Novo", disseram eles.

Comecei tudo do zero.
Cópia de segurança feita, passwords repostas, aplicações descarregadas, imagens escolhidas, tons de toque, emparelhamentos vários, tudo isso capaz de me tirar anos de vida figurava agora no meu novíssimo companheiro.
Um ou dois dias depois, estava eu parada no trânsito e o sol abrasador e satírico batia no ecrã do iPhone. "Não devo estar a ver bem", pensei.
Tirei os óculos de sol. Limpei o ecrã com a t-shirt, depois com o pano dos óculos e os riscos permaneciam. São internos, uma espécie de cruz que se prolonga e atravessa o ecrã.
Voltei à iStore. Não estava particularmente bem disposta, não tinha tempo para passar a vida ali, estavam mais duas pessoas muito zangadas a reclamar ao balcão e, enfim, o mínimo que um cliente pode exigir é seriedade e, vá, algum cuidado. Se pago mais de 800 euros por um telemóvel é natural que a minha fasquia esteja elevada.

Do lado de lá, disseram-me que estes telemóveis de substituição, apesar de "nunca saírem da fábrica da Apple", são "recondicionados" pelo que "estas situações podem acontecer". A parte mais anedótica foi o funcionário ter rematado com um "e passam em todos os testes". A sério? Que testes são estes que não detectam falhas visíveis a olho nu?
Pedi o livro de reclamações e estou, desde então, a preparar-me psicologicamente para entregar novamente o aparelho. Não imaginam o quanto isto me transtorna. E ter que ser eu a assumir um erro da Apple é só inacreditável. Isto já vos aconteceu? 

#Applefail



Quanto à tarte, ouvi os mais rasgados elogios e não me lembro de ver a minha sogra tão fascinada com uma sobremesa.
O contraste da base crocante com o recheio cremoso é admirável. Para quem gosta mesmo de côco é sublime.





INGREDIENTES

Para a base
100 g de amêndoa moída (usei amêndoa laminada e triturei)
120 g de farinha de espelta branca
40 g de açúcar amarelo
90 g de manteiga magra sem sal
2 colheres de sopa de água (opcional)

Para o recheio
240 ml de bebida vegetal de amêndoa sem açúcar
1 vidrado de limão (casca sem a parte branca)
4 ovos biológicos
60 g de açúcar amarelo
100 g de côco ralado biológico
2 colheres de sopa de manteiga magra sem sal
1 colher de café (rasa) de essência de baunilha

PREPARAÇÃO

Da base
  1. Trituramos a amêndoa no processador até obtermos uma farinha. Adicionamos, depois, a farinha de espelta, o açúcar e a manteiga e envolvemos. Se necessário, juntamos água, pouco a pouco, para ser mais moldável;
  2. Formamos uma bola, polvilhamos com farinha e levamos ao frigorífico por 30 minutos envolta em película aderente (este passo impede a massa de encolher no forno).

Do recheio
  1. Pré-aquecemos o forno a 180º C;
  2. Num pequeno tacho, fervemos a bebida vegetal com a casca de limão e reservamos;
  3. Numa taça à parte, batemos bem os restantes ingredientes. Adicionamos agora o leite fervido, aos poucos, mexendo sempre;
  4. Vertemos o preparado na tarteira e levamos ao forno por 30-40 minutos, sem ventoinha;
  5. Retiramos e deixamos arrefecer totalmente antes de cortar.

Nota: se não quiserem fazer a base da tarte em casa, optem por massa areada de compra. Mas o sabor a amêndoa nesta receita é incrível e numa massa de compra a única coisa que poupam mesmo é tempo. Tudo o resto é um excesso muito pouco saudável.

Boa segunda, boa semana 

© SWEET BIGAS. All rights reserved.